“Minha DSLR não filma mais que 12 minutos!”

Tenho recebido muitas perguntas sobre este assunto, por isso resolvi postar a respeito.

Importante: neste post falo da perspectiva de um usuário de câmeras Canon, não sei como são as outras marcas neste aspecto.

O Problema

Você está gravando feliz com sua DSLR Canon novinha (ou não) e quando a gravação chega em torno de 12 minutos a câmera para de gravar sozinha. Tenho certeza que para aqueles que não sabem do problema antecipadamente deve ser um choque, mas eu já sabia disso muito antes de comprar minha primeira DSLR.

Por que acontece? (técnico)

Basicamente, para sua câmera gravar dados no cartão de memória este cartão e a câmera precisam trabalhar com um sistema de arquivos, que é um padrão que define como os dados serão organizados na memória. O sistema de arquivos utilizado pelas câmeras da Canon é o FAT32, e este sistema de arquivos tem uma séria limitação: os arquivos não podem ter mais que 4Gb de tamanho. Surpresa! Quando o arquivo do vídeo que você está gravando chega em 4Gb (aprox. 12 minutos) a câmera irá parar a gravação porque ela não pode mais continuar escrevendo no mesmo arquivo.

Por que acontece? (legal)

Além da limitação técnica de 4Gb no tamanho do arquivo, existe também uma questão legal. Na Europa, câmeras de vídeo pagam maiores impostos, a definição de uma “câmera de vídeo” para eles é uma câmera que filme mais de 30 minutos seguidos, portanto mesmo que você consiga gravar mais tempo em menos de 4Gb (reduzindo a resolução por exemplo), o máximo será 30 minutos.

Por que acontece? (outros)

Além das questões apresentadas acima, tem outro fato que muitos tendem a ignorar: câmeras DSLR NÃO SÃO filmadoras! Parece óbvio, mas muitos de nós esquecemos disso. A função de vídeo em DSLRs começou como um extra bem-vindo e acabou se tornando uma explosão, por causa da qualidade dos sensores e do visual cinematográfico, no entanto elas continuam sendo primariamente câmeras fotográficas. Os sensores sofrem com o aquecimento provocado pela captação constante do vídeo, e chega um ponto em que isso pode se tornar prejudicial para o sensor e outros componentes da câmera.

Soluções

A primeira dica que eu tenho pode parecer rude, mas é real: só compre uma DSLR para vídeo se você souber o que está fazendo! Uma DSLR não é uma câmera para quem não quer saber da parte técnica e quer somente apontar e filmar. Você precisa saber o que é ISO, aperture, shutter, precisa saber fazer foco, precisa saber escolher lentes, etc.

A maioria das pessoas que compram DSLRs para vídeo são pessoas interessadas em gravar filmes, comerciais, vídeos institucionais ou eventos e que sabem dos contras que se tem ao utilizar estas câmeras. Quando tenho que filmar um evento constante gravo geralmente com 3 DSLRs mas lá no fundo fica uma câmera filmadora mesmo que grava todo o evento do começo ao fim, para que possa ter uma câmera de segurança que vai garantir que tudo foi capturado, afinal as DSLRs vão parar a cada 12 minutos (aproximadamente).

Portanto a dica que fica é: quando for gravar com DSLR, tenha consciência de que irá capturar no máximo 12 minutos sem interrupção e que a qualquer momento o ícone de aquecimento poderá piscar e você poderá ter que parar de gravar por um tempo. A melhor opção é ter um corpo extra ou uma câmera filmadora gravando direto.

Mas, para remediar o problema, é possível utilizar o Magic Lantern. Este firmware tem uma opção que reinicia a gravação automaticamente quando ela para, ou seja, mesmo assim haverá uma pequena pausa quando o arquivo atingir o limite.

Efeitos visuais em “The Walking Dead”

Eu estou acompanhando The Walking Dead desde o primeiro episódio e já posso dizer que sou fã da série. Tem uma abordagem bem única do tema “zumbis” (embora a palavra “zumbi” jamais tenha aparecido no seriado) e no geral é muito bem feita.

Resolvi compartilhar três vídeos que mostram alguns detalhes de como são feitos os efeitos visuais da série. O primeiro com cenas da primeira temporada e em seguida o vídeo com cenas da segunda. O terceiro vídeo é mais recente (de 2014).

Vale a pena assistir :)

Dica de After Effects: lembre-se de limpar o disk cache de vez em quando!

Quem trabalha muito com vídeo sabe que é o tipo de trabalho que mais consome espaço em disco. O mais indicado é manter os trabalhos em mídia externa o máximo possível, mas mesmo assim as vezes percebemos que o espaço no HD interno do computador vai desaparecendo sem motivo aparente.

Uma das coisas que consome espaço em disco é o “disk cache” do After Effects. Eu descobri o mesmo faz algum tempo quando resolvi fazer uma pesquisa no meu HD para ver o que estava consumindo mais espaço, utilizei para isso o aplicativo gratuito Grand Perspective.

Percebi que a pasta da Adobe dentro da pasta Documents estava consumindo bastante espaço. Em vez de apagar manualmente os arquivos vi que nas preferências do After Effects tem um botão para excluir estes arquivos temporários e também uma configuração para determinar o tamanho máximo do cache.

Basta ir no menu After Effects > Preferences > Media & Disk Cache… e clicar em “Empty Disk Cache” e também em “Clean Database & Cache”.

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Eu faço isso sempre que termino um projeto, não é interessante fazer com algum projeto em andamento porque na próxima vez que você abrir o projeto todo o cache terá que ser reconstruído.

Então fica a dica, sempre que quiser liberar um pouco de espaço no seu HD limpe o disk cache do After Effects e se você não quer, deixe-o desativado.

Como instalar EOS Utility no Mac sem o CD

Você provavelmente já perdeu o seu CD de instalação do EOS Utility que veio com a câmera, ou esqueceu no estúdio, ou está com preguiça de levantar e pegar ele na gaveta. Se por qualquer motivo você precisa instalar o software sem o CD, saiba que não basta acessar o site da Canon e baixar o instalador, porque na verdade o instalador só aceita instalar quando o software já está instalado (!).

Mas tem um jeito bem simples de obrigar ele a funcionar como o instalador do CD, infelizmente só sei como fazer no Mac e não sei se tem como fazer no Windows. Seguem os passos:

O primeiro passo é baixar a imagem do update no site da Canon. Digite o modelo da sua câmera e clique em “Go”:

Captura de Tela 2015-02-04 às 09.51.59

Agora lá em baixo selecione o arquivo “EOS Utility (versao) updater…” e clique em “Download”.

Captura de Tela 2015-02-04 às 09.53.43

Extraia o zip, monte a imagem DMG que você baixou e copie o app para uma pasta qualquer do seu Mac, por exemplo a pasta “Downloads”. Precisa copiar porque nós vamos alterar esse app.

Depois disso, clique com o botão direito no ícone do app e selecione “Mostrar Conteúdo do Pacote”.

Captura de Tela 2015-02-04 às 10.07.21

Já dentro do pacote, acesse a pasta Contents > Resources e renomeie ou apague o arquivo Info.datx, basicamente este é o arquivo que diz ao instalador que ele só pode instalar quando já houver uma versão anterior do software na máquina.

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Feito isso, feche a pasta, execute o aplicativo e siga os passos normalmente :)

Como trocar a imagem na tela de um celular usando o After Effects

Nota: Estes vídeos sobre After Effects foram publicados originalmente no blog Filmmaking.com.br em 2009. De lá pra cá muita coisa mudou no After Effects, mas acredito que estes tutoriais básicos ainda estejam válidos.


Neste tutorial vou mostrar o básico do planar tracking, uma técnica de motion tracking muito mais eficiente que a técnica de point tracking, usando como exemplo a substituição da imagem numa tela de celular.

Lembrando que para trabalhar com planar tracking é necessário ter o programa “Mocha”, que vem junto com o After Effects a partir da versão CS4. Caso você não tenha, pode baixar uma versão para estudos no site da Imagineer Systems.

Para baixar o plugin Mocha Import (opcional), usado no tutorial, click aqui.

Para obter uma versão trial do RG Warp (opcional), vá ao site da Red Giant Software.

After Effects Básico #8 (final) – Primeiro efeito

Estes vídeos sobre After Effects foram publicados originalmente no blog Filmmaking.com.br em 2009. De lá pra cá muita coisa mudou no After Effects, mas acredito que estes tutoriais básicos ainda estejam válidos.

No último tutorial da série sobre After Effects básico, iremos finalmente criar nossa primeira composição, utilizando boa parte do que aprendemos nos tutoriais anteriores, bem como algumas coisas novas, como track mattes e pre-comps.

Se restou alguma dúvida quanto ao básico do After Effects, não deixe de perguntar nos comentários, daqui para frente os tutoriais serão menos detalhados, levando em conta que todos já sabem o básico que precisam saber para acompanhá-los.

Espero que tenham gostado desta série, não deixem de comentar ;)

After Effects Básico #7 – Chroma Key

Estes vídeos sobre After Effects foram publicados originalmente no blog Filmmaking.com.br em 2009. De lá pra cá muita coisa mudou no After Effects, mas acredito que estes tutoriais básicos ainda estejam válidos.

Chroma key é uma técnica de processamento de imagens cujo objetivo é eliminar o fundo de uma imagem para isolar os personagens ou objetos de interesse que posteriormente são combinados com uma outra imagem de fundo.

O efeito ou técnica Chroma Key é utilizado em vídeos em que se deseja substituir o fundo por algum outro vídeo ou foto. Você já deve ter visto nos telejornais quando vão anunciar a previsão do tempo, atrás da pessoa que apresenta há um mapa do local, para fazer esse efeito foi utilizada a técnica Chroma Key ou Keying, na qual se filma em um fundo de cor sólida, geralmente azul e verde e hoje se usam até o vermelho, e depois se substitui essa cor.

Fonte: wikipédia

Nesta parte da nossa série básica sobre After Effects veremos o básico do chroma key no After Effects, quais efeitos são usados para obter transparência de um vídeo filmado em chroma key.

After Effects Básico #6 – Máscaras

Estes vídeos sobre After Effects foram publicados originalmente no blog Filmmaking.com.br em 2009. De lá pra cá muita coisa mudou no After Effects, mas acredito que estes tutoriais básicos ainda estejam válidos.

Nesta parte da nossa série básica sobre After Effects vemos como funcionam as máscaras no After Effects, recurso muito utilizado para realizar composições, e um dos que mais se usam no dia-a-dia de trabalho com o software.

After Effects Básico #5 – Animação

Estes vídeos sobre After Effects foram publicados originalmente no blog Filmmaking.com.br em 2009. De lá pra cá muita coisa mudou no After Effects, mas acredito que estes tutoriais básicos ainda estejam válidos.

Nesta parte da nossa série básica sobre After Effects vemos como funciona a animação no After Effects, como animar parâmetros e como lidar com keyframes de animação.

After Effects Básico #4 – Efeitos

Estes vídeos sobre After Effects foram publicados originalmente no blog Filmmaking.com.br em 2009. De lá pra cá muita coisa mudou no After Effects, mas acredito que estes tutoriais básicos ainda estejam válidos.

Continuando nossa série de tutoriais básicos sobre After Effects, nesta parte eu apresento alguns efeitos do After Effects, como aplicá-los a vídeos na timeline e como combinar vários efeitos.